Urbanário: criaturas urbanas do imaginário - Joelson Bugila
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mArte Projeta
No segundo semestre de 2008, a Galeria de mArte, dentro do projeto mArte Projeta, estará recebendo exposições de artistas convidados. Com curadoria de Ana Zavadil, essas mostras têm como objetivo abrir espaço para novos artistas, dando continuidade ao projeto de mArte de ser um espaço voltado a reflexão sobre arte e de divulgação do fazer artístico e de artistas, sejam eles novos ou consagrados.
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mArte recomenda!

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A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, convida:
M U Ô
mistérios corpóreos
Sol Casal
foto-esculturas
abertura 17/07 às 19h
Galeria dos Arcos - Usina do Gasômetro
Av. Pres. João Goulart, 551 - P. Alegre
de 17/07 à 17/08
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Realização: Secretaria Municipal de Cultura - SMC - Prefeitura de Porto Alegre
Apoio: DMAE ~ Citylab ~ Nieto ~ Vinhos do Mundo ~ Coruja
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Produção: Guadalupe Casal
http://solcasal.blogspot.com/
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N Partes - Coletiva

No dia 1 de julho abre a exposição N partes, com trabalhos desenvolvidos pelos alunos da disciplina de Modelagem em Gesso do Instituto de Artes da UFRGS. A mostra contará com os trabalhos de nove jovens artistas e propõe um momento de reflexão e socialização de sua produção durante o curso da disciplina no primeiro semestre desse ano.
Abertura: 1 de julho, terça-feira
das 19 às 21h30
Visitação: de 02 a 30 de julho
de terça a domingo, das 14h às 18h
Galeria de mArte
Osvaldo Aranha, 522 sobreloja
Bom Fim - Porto Alegre
http://galeriademarte.blogspot.com
galeriademarte@uol.com.br
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Desenhos em doses mínimas; pinturas em doses duplas - Flávio Morsch
A obra de Flávio Morsch é poesia feita de cores, de gestos e de linhas. O resultado indica um exercício de paciência e rigor técnico-formal onde a mão que seduz a matéria é a mesma que a leva por caminhos feitos de liberdade na criação. Desenhos em doses mínimas e pinturas em doses duplas são trabalhos que guardam especificidades próprias de cada linguagem, contudo proporcionam uma relação visual de jogo e de troca marcados pela presença de uma unidade formal que rege todo o conjunto: a pintura através de suas cores vibrantes dilui-se nos desenhos que provocam o fruidor por meio do imaginário do artista. O desenho, por sua vez, transmuta-se trazendo o silêncio às suas formas e texturas ao desmanchá-los em gradações de cores. A zona de passagem entre uma linguagem e outra é ato reflexivo que produz uma estrutura rigorosamente construída que nos fala da sensibilidade do artista e de suas escolhas existenciais e filosóficas.
Os desenhos são elaborados pelo domínio absoluto da técnica e da diversidade dos materiais utilizados, além das cores intensas de guaches, aquarelas, óleos e acrílicas, colagens de papéis japoneses e tailandeses, tecidos e papéis fotográficos, xilogravuras de padrões orientais, papéis tingidos com tinta a óleo pelo próprio artista e são geradores de novos padrões coloridos e ainda: o nanquim, o grafite e o lápis de cor, como ingredientes formadores deste universo gráfico. A sua poética revela requinte e enigma para a retina pois os personagens capturados do mundo animal tornam-se figuras imprevistas e se inscrevem num contexto em que os deixa a vontade num universo de firmeza e exatidão.
As pinturas refletem uma temática da cor. A cor, em exercício da própria cor, resplandecendo através da luz e das transparências. O tratamento dado à superfície é criado em faixas coloridas que traçam um percurso de alto a baixo, delimitadas por linhas previamente desenhadas. A tinta escorre por estas linhas em várias camadas, porém não cria texturas por seu uso ser diluído. As linhas justapostas, de modo a deixar o centro do trabalho com uma luminosidade maior e as bordas mais frias causam uma progressão do espaço dentro da pintura. A riqueza desta construção geométrica, com esta luz refletida transforma a pintura num holograma.
As obras formam um conjunto harmônico onde os desenhos significam anotações e são realizados de maneira metódica sobre o vazio do papel, enquanto que as pinturas remetem ao espaço puro; fruto de incessantes pesquisas em relação ao uso das cores e a uma disciplina de trabalho diário que o artista se impõe no processo criativo.
O amor à arte e o prazer do fazer artístico nos são revelados por Flávio Morsch através de sua estética refinada. A escolha de seu caminho é marcada pela relação indissociável entre arte e vida e a dualidade entre o espírito do cientista contrapondo com o espírito do poeta, oferece para a nossa contemplação uma arte de indizível beleza.
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