Ornatos de Fantasia Geométrica, de Ana Flores
Ornatos de fantasia geométrica designam arabescos no dicionário de Buarque de Hollanda e intitula esta série de pinturas de Ana Flores. As unidades repetitivas que constroem o espaço pictórico têm como origem sua pesquisa sobre a azulejaria portuguesa do século XIX e os ladrilhos hidráulicos do século XX, ainda existentes na contemporaneidade.
A construção, rigorosamente sintética, tece um fluxo visual regular onde a superfície plasticamente viva se expande causando a sensação de movimento ininterrupto através das linhas ortogonais. Como um bordado que impõe um novo ritmo, os padrões cessam em lugares estratégicos. A continuidade das linhas e desenhos são sobrepostos por novas formas e cores indicando sutilezas ao olhar por entre transparências e opacidades.
Ana Flores divide a sua trajetória artística entre duas linguagens: a cerâmica e a pintura. A cerâmica se desdobra através da pintura ora em camadas diluídas de tinta ora em veladuras secas, originando um corpo que recria as imagens feitas no barro; a superfície pictórica de generosas dimensões, convida a artista ao corpo-a-corpo, ao embate direto requerido na cerâmica. Nestas duas linguagens Ana Flores reproduz fragmentos de um mundo real limitado ao seu tempo finito mas perenizado nos corpos cerâmicos e pictóricos.
Ana Zavadil - curadora
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Máscaras do corpo, de Lia Freitas
No dia 26 de março, às 19h na Galeria de mArte(avenida Osvaldo Aranha, 522 –sobreloja) acontece a abertura da primeira exposição individual da artista LIA FREITAS. A artista apresentará sua pesquisa em paper clay, mistura de papel com argila que permite a introdução de materiais estranhos ao barro e sua posterior queima a 1000°. Com curadoria de Ana Flores e Ana Zavadil, a exposição cerâmica Máscaras do Corpo reflete o uso do corpo, o culto à juventude a aos seus estereótipos. A visitação vai de 27 de março até 16 de abril, de terça a domingo, das 14h às 18h.
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Natureza quase morta
Antonia Indrusiak
Raquel Alberti
Rodrigo Núñez - Floresta do Vale do Anhangabaú - pintura
Thiago Martini - Natureza morta nº1 com fritas grandes e Coca light, por favor - fotografia
Mima Gomes - Domingo no parque - porcelana e eletrografia
Caren Czerwinski - Era uma vez... uma natureza quase morta - técnica mista
Paula Langie - Natureza morta - Morte no parabrisa - fotografia
Adriana Daccache - Vitaminas peluciadas e compostos para uma natureza morta - fibra siliconada, gesso, vidro, rolhas e cápsulas para remédios
Gustavo Rigon - Natureza fragmentada - acrílica sobre tela
Geórgia Rosito - Natureza de rochedos com bromélias - cerâmica
Sol Casal - Língua mãe - tricô, estopa e grafite
Rodrigo Chaves - Flor - mdf recortado e pintado
Manoela Pavan - Carne crua - barbante e tecido
Betina Frichmann - Composição para natureza morta - técnica mista
Fernanda Barroso - Pé-de-meia - cerâmica
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